Publicado por: Erick Guerra | Dezembro 22, 2008

Sendo mais do aquele que deu a vida.

Ontem ao ver a história de um cidadão americano, que fazia uma tatuagem em homenagem ao seu filho que fatidicamente havia falecido  me indaguei sobre como eu reagiria se fosse comigo. Após o acontecimento que levara o garoto por volta de seus cinco anos a morrer, ele entrara em casa gritando a esposa: “Chame uma ambulância, eu matei nosso filho!”. Tudo tinha sido rápido e após ele ter pedido para que seu filho se afastasse do carro para o que ele reposicionasse o veículo. Não preciso dizer como foi que acontecera, só que de alguma forma o garoto não havia se afastado.

A pergunta que ficou pra mim foi: Como não se desvairar, tendo consciência que uma ação sua foi a causa da morte de seu querido filho? Ele apresentava-se bem centrado, pra não dizer entorpecido. Não demonstrava muitas emoções, apesar do leve sorriso ao ver a tatuagem pronta. Tatuagem, essa, que era uma libélula, inseto que a criança tinha como sonho capturar e que após o acidente, o Pai sempre se recordava do filho ao ver.

Posso dizer que esse fato fora à um ponto onde minha realidade não consegue alcançar, e assim ficando em mim apenas a dúvida, que espero nunca saná-la, de quais seriam minhas reações, e que, de antemão, posso dizer que não seriam nada controladas. Talvez reações explosivas e carregadas de culpa tenham perdido o sentido, vide casos que acontecem não muito longe de nós e que a mídia faz a festa e monta o espetáculo para que os brasileiros continuem a não o realmente acontece no nosso país. Mas, sobreviver sabendo que você tirou uma vida que você havia dado, não pode e nunca foi mensurável, pois não deveria haver algo pior…


Respostas

  1. Erick! Lindo texto, muito sensível, como o autor.

  2. to vindo aqui toda hora pra ver se vc atualizou!!! hahahahaha….to ficando viciada nisso…


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