Publicado por: Erick Guerra | Janeiro 3, 2009

o que não se faz por paz?

Em sua cabeça tocava uma orquestra sinfônica a uma altura que a única coisa que ele conseguia pensar, a não ser na orquestra, era em terminar com que ele prometera. Não conseguia ouvir nem o barulo do motor de seu carro e quando ele chegara ao seu destino, desceu e entrou sem pestanejar. Na sala de jantar a mesa estava posta, e o cheiro do assado fora insurpotavelmente atrativo, mas não mais atrativo do que ele procurava, que por sinal, não estava por ali.

Subiu as escadas seguindo o cheiro do perfume doce que, para ele, era inesquecível. Seu estômago embrulhou, e quando estava quase para vomitar, se deparou com o alvo. Ele o conhecia, e não tinha outra escolha, ele fora pago para isso. K. já sabia o que deveria fazer. A madame tinha explicado direitinho o seu plano, que se desse certo, ela se livraria do encosto que ela chamava de marido.

Ela não o odiava, não o traia, ele só não era mais necessário. Só que  um divórcio não seria bom para os negócios, mas a viuvez, quando bem usada, seria muito mais do que bom. E voltando onde estava, K. se deparou com o alvo, tirou a arma, devidamente equipada com um silenciador, e BANG. Mais uma cliente satisfeita, e algumas horas sem aquele musical todo.


Respostas

  1. Ah, meros devaneios tolos a me torturar

  2. Nível 3: aperfeiçoamento. =D

  3. Pela cadencia dos atos aposto que era Bolero de Ravel.


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