Em sua cabeça tocava uma orquestra sinfônica a uma altura que a única coisa que ele conseguia pensar, a não ser na orquestra, era em terminar com que ele prometera. Não conseguia ouvir nem o barulo do motor de seu carro e quando ele chegara ao seu destino, desceu e entrou sem pestanejar. Na sala de jantar a mesa estava posta, e o cheiro do assado fora insurpotavelmente atrativo, mas não mais atrativo do que ele procurava, que por sinal, não estava por ali.
Subiu as escadas seguindo o cheiro do perfume doce que, para ele, era inesquecível. Seu estômago embrulhou, e quando estava quase para vomitar, se deparou com o alvo. Ele o conhecia, e não tinha outra escolha, ele fora pago para isso. K. já sabia o que deveria fazer. A madame tinha explicado direitinho o seu plano, que se desse certo, ela se livraria do encosto que ela chamava de marido.
Ela não o odiava, não o traia, ele só não era mais necessário. Só que um divórcio não seria bom para os negócios, mas a viuvez, quando bem usada, seria muito mais do que bom. E voltando onde estava, K. se deparou com o alvo, tirou a arma, devidamente equipada com um silenciador, e BANG. Mais uma cliente satisfeita, e algumas horas sem aquele musical todo.
Ah, meros devaneios tolos a me torturar
Por: delineando em Janeiro 4, 2009
às 12:20 am
Nível 3: aperfeiçoamento. =D
Por: Lorene em Janeiro 4, 2009
às 4:41 pm
Pela cadencia dos atos aposto que era Bolero de Ravel.
Por: coruja em Janeiro 14, 2009
às 2:39 pm