A fachada parecia ser de um banco, os carros passavam em frente, como usualmente, e um indivíduo estacionara sentado logo ao lado à porta principal e estendera a mão, como se pedisse algo. Apesar de mendigar – pelo menos era o que aparentava – ele era bem apessoado, não era como os outros pedintes, apresentava as roupas novas, limpas e seus sapatos não destoavam do conjunto.
As pessoas, ao passarem, não entendiam o que ele estava a pedir, pois dinheiro não parecia ser o que ele queria, mas pela situação que se encontrava o caso deveria ser grave, e assim, as pessoas não se importavam em ajudar. Ele não entendia o porquê as pessoas lhe entregavam dinheiro, e continuou com a mão estendida até que recebesse o que queria.
Após algumas horas, uma garota que passava não tendo dinheiro acabou por entregar um botton que tinha um coração e nele estava escrito “amor”. Ela explicou que por mais que quisesse dar mais, era o máximo poderia entrega-lhe, referindo ao valor da doação. Nosso pedinte ao ver a inscrição, entendeu que se era amor o que ele queria, um botton seria o mais próximo que ele poderia ter, e como estava cansado de tanto pedir, pegou o amor que recebera, prendeu em sua roupa e levantou, saiu em direção à estação de metrô mais próxima e sumiu na multidão.
No metrô se sentiu insatisfeito e viu que teria que voltar todos os dias para ver se tinha a mesma sorte que teve no seu primeiro dia em sua busca. Se contentaria com bottons desde que eles viessem todos os dias…
“(…)desde que viessem todos os dias.”
lindo, um dos que mais gostei até agora…
beijos, querido!
Por: Lô em Maio 10, 2009
às 11:44 am
…os pedidos, não-ditos, implícitos: malditos!
Por: coruja em Maio 12, 2009
às 12:58 pm
Cara… se todo mundo se contentasse com bottons… /Mas gostei do simbólico (Andorinha)
Por: delineando em Maio 12, 2009
às 9:59 pm
Adorei a nova “cara” do blog, amore!
beijos no coração!
=D
Por: Lorene em Agosto 28, 2009
às 11:07 pm